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	<title>Professor Robson Lima &#187; Sala de aula</title>
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		<title>DEPOIS DO PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO, AGORA VEM O PROJETO ESCOLA SEM DIDÃTICA!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 17:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem acompanhou o noticiÃ¡rio desta semana, tirando a podridÃ£o dos escÃ¢ndalos polÃ­ticos, deve ter visto o MASSACRE MIDIÃTICO sofrido pelo tradicional e sÃ©rio ColÃ©gio Santa EmÃ­lia de Recife. Imaginem vocÃªs que um professor de HistÃ³ria, conhecido por suas aulas criativas e dinÃ¢micas, ao abordar o tema Estados TotalitÃ¡rios, tenha tematizado a sala de aula com [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanhou o noticiÃ¡rio desta semana, tirando a podridÃ£o dos escÃ¢ndalos polÃ­ticos, deve ter visto o MASSACRE MIDIÃTICO sofrido pelo tradicional e sÃ©rio ColÃ©gio Santa EmÃ­lia de Recife.</p>
<p>Imaginem vocÃªs que um professor de HistÃ³ria, conhecido por suas aulas criativas e dinÃ¢micas, ao abordar o tema Estados TotalitÃ¡rios, tenha tematizado a sala de aula com bandeiras Nazistas e exibido vÃ­deos, mostrando como, por meio do discurso, Hitler, Goebbels e Mussolini espalharam o terror por toda a Europa. Mergulhar os alunos em uma atmosfera de horror e repressÃ£o para que eles sintam o que Ã© viver sob um regime totalitÃ¡rio parece uma didÃ¡tica interessante, nÃ£o Ã©?</p>
<p>Parece que para alguns setores da mÃ­dia, nÃ£o! Isso nÃ£o Ã© didÃ¡tica, mas DOUTRINAÃ‡ÃƒO!</p>
<p>Sim, o terror nasce do discurso de Ã³dio e mata em cada esquina ou campo de concentraÃ§Ã£o. O discurso Ã© uma arma muito perigosa que, se mal intencionado, pode levar a um novo holocausto. Por isso os meios de comunicaÃ§Ã£o sÃ£o, sim, responsÃ¡veis diretos pelo modo como veiculam suas notÃ­cias.</p>
<p>A reportagem (em anexo) para, em plena Semana Santa, crucificar o (ColÃ©gio) Santa EmÃ­lia e o professor de HistÃ³ria, cita o parÃ¡grafo 1Âº do artigo 20 da Lei 7716/89 que apregoa que a incitaÃ§Ã£o ao nazismo no Brasil Ã© crime. A grande questÃ£o Ã© que o sÃ­mbolo nazista nÃ£o estava sendo utilizado para a incitaÃ§Ã£o, mas, sim, para fins didÃ¡ticos, demonstrando, de maneira inequÃ­voca, o mal que um discurso irresponsÃ¡vel pode causar Ã  humanidade. Tudo o que estÃ¡ em uma sala de aula Ã© pedagogizado, qualquer sÃ­mbolo ou bandeira! Ã‰ no mÃ­nimo irresponsÃ¡vel destruir, por meio de um discurso enviesado, a reputaÃ§Ã£o de um ColÃ©gio e de um professor que promove aulas diferenciadas.</p>
<p>No final de minha postagem coloco uma das reportagens. Nela hÃ¡ a opiniÃ£o de uma Arquiteta, utilizada pela reportagem como argumento de autoridade, no intuito de reforÃ§ar a tese de apologia ao nazismo. Agora, por que a opiniÃ£o de uma Arquiteta? Por que nÃ£o a opiniÃ£o de um Linguista, Especialista em AnÃ¡lise do discurso?</p>
<p>A resposta Ã© clara! O Linguista, alÃ©m de ouvir os alunos, que discursaram em defesa do seu colÃ©gio e de seu estimado professor de HistÃ³ria, criativo e ousado, iria notar que o sÃ­mbolo nazista estava sendo utilizado em um ambiente pedagÃ³gico, de forma contextualizada. AlÃ©m disso, o Linguista teria observado que, alÃ©m dos sÃ­mbolos nazistas, havia, bem no meio da sala de aula, um crucifixo. (Vide foto da reportagem em anexo)</p>
<p>Ã‰ interessante notar que, segundo a tradiÃ§Ã£o judaico-cristÃ£, jÃ¡ que se trata de um colÃ©gio confessional cristÃ£o, o mesmo crucifixo utilizado pelos romanos para matar o Mestre dos mestres foi IGNORADO pela imprensa, em plena Semana Santa. A reportagem, que sÃ³ focou o sÃ­mbolo nazista, desprezando todo o contexto do trabalho pedagÃ³gico realizado, acaba condenando Ã  morte de cruz um professor, que jÃ¡ carrega a pesada cruz do magistÃ©rio em um paÃ­s que nÃ£o valoriza a EducaÃ§Ã£o como deveria, e atinge a imagem de um ColÃ©gio que vive de sua boa reputaÃ§Ã£o.</p>
<p>Quem sabe aprovem a DestruiÃ§Ã£o do Ensino MÃ©dio? Quem sabe aprovem o Projeto Escola Sem Partido (a escola da mordaÃ§a)? Mas, diante do exposto, agora, o que mais apavora qualquer professor Ã© aprovarem o Projeto Escola Sem DidÃ¡tica. AÃ­, estarÃ¡ decretada a falÃªncia do ensino no Brasil!</p>
<p>O discurso da imprensa: massificador, pesado, monolÃ³gico e tendencioso, ironicamente ou por IntervenÃ§Ã£o Divina, acabou sendo o complemento da aula do meu colega, o professor de HistÃ³ria! A notÃ­cia mostrou para os alunos que discursos continuam matando a todo o momento, assim como mataram no passado. Essa, sim, Ã© &#8220;A ONDA&#8221;!</p>
<p>Parabenizo a escola por ficar ao lado do professor! Uma escola sÃ©ria nÃ£o contrata irresponsÃ¡veis e, por isso, fica ao lado de sua seleta e competente equipe nos momentos de crise.</p>
<p>Sugiro Ã  escola que busque uma reparaÃ§Ã£o judicial! A EducaÃ§Ã£o precisa ser respeitada, nem que, para isso, seja preciso recorrer Ã  JustiÃ§a!</p>
<p>Um abraÃ§o solidÃ¡rio a todos os meus colegas, professores, que elaboram suas aulas como se fossem obras da grande ARTE DE ENSINAR!</p>
<p>Professor Robson Lima.</p>
<p><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/04/12/escola-em-recife-expoe-bandeiras-com-simbolos-nazistas-em-aula.htm">https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/04/12/escola-em-recife-expoe-bandeiras-com-simbolos-nazistas-em-aula.htm</a></p>
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		<title>HÃ ALGUM PROFESSOR DE LITERATURA NA FUVEST?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2016 15:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fuvest mudou sua lista de livros para 2017. Esta mudanÃ§a deixa em dÃºvidas se realmente hÃ¡ algum professor de Literatura no comando da elaboraÃ§Ã£o desta lista. HÃ¡ algum professor que tenha passado por uma sala de aula do Ensino MÃ©dio? Os professores de Literatura do Ensino MÃ©dio lutam diariamente para, em 3 anos, com [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Fuvest mudou sua lista de livros para 2017. Esta mudanÃ§a deixa em dÃºvidas se realmente hÃ¡ algum professor de Literatura no comando da elaboraÃ§Ã£o desta lista. HÃ¡ algum professor que tenha passado por uma sala de aula do Ensino MÃ©dio?</p>
<p>Os professores de Literatura do Ensino MÃ©dio lutam diariamente para, em 3 anos, com poucas aulas na grade curricular, desvelar o mundo da literatura obra de arte para os seus alunos fÃ£s de &#8220;A Culpa Ã© das Estrelas.&#8221; Nada contra este livro, mas Ã© literatura de entretenimento e nÃ£o obra de arte.</p>
<p>Fazer com que alunos de 15 a 17 anos leiam &#8220;MemÃ³rias PÃ³stumas de BrÃ¡s Cubas&#8221; jÃ¡ Ã© um esforÃ§o hercÃºleo, agora a Fuvest troca o tragÃ¡vel &#8220;MemÃ³ria de um Sargento de MilÃ­cias&#8221; de Manuel AntÃ´nio de Almeida pelo experimental &#8220;Sagarana&#8221; de GuimarÃ£es Rosa. Isso nÃ£o Ã© trocar seis por meia dÃºzia. Para quem entende de literatura Ã© trocar seis por uma tonelada.</p>
<p>Ã‰ claro que,aqui, me dirijo exclusivamente aos professores que tÃªm a preocupaÃ§Ã£o da leitura integral do livro. Professores que fogem Ã  tentaÃ§Ã£o de substituir a leitura integral da obra por resumos macetosos que nada tÃªm a ver com literatura ou com a formaÃ§Ã£o de leitores de literatura.</p>
<p>Esses professores para os quais o passeio pela obra literÃ¡ria linha a linha, pÃ¡gina a pÃ¡gina ainda Ã© seu maior mister devem estar surpresos. Esta surpresa nÃ£o Ã© vÃ£. O tempo que os professores tÃªm para trabalhar um calhamaÃ§o de HistÃ³ria da Literatura e ainda os livros especÃ­ficos para os vestibulares Ã© muito pouco. Diria impossÃ­vel.</p>
<p>Este impossÃ­vel Ã© reconhecer que a formaÃ§Ã£o do leitor de literatura obra de arte requer tempo, linha, folhear, discutir pÃ¡gina a pÃ¡gina, pesquisar, demorar na obra para que o aluno sinta vontade de morar nela. Demorar para sentir vontade de morar.</p>
<p>A obra &#8220;Sagarana&#8221; de GuimarÃ£es Rosa tem um trabalho bem elaborado com a linguagem, muitas vezes quebrando com sua linearidade. A complexidade jÃ¡ comeÃ§a pelo tÃ­tulo. &#8220;Sagarana&#8221; Ã© um possÃ­vel hibridismo entre a palavra de origem germÃ¢nica &#8220;Saga&#8221; (conjunto de narraÃ§Ãµes de lendas e herÃ³is) e a palavra &#8220;rana&#8221;, originÃ¡ria do tupi (semelhante ou que exprime semelhanÃ§a). Assim o tÃ­tulo pode ser compreendido como: &#8220;semelhante a uma saga&#8221;.</p>
<p>Ora, como pode-se narrar algo semelhante a uma narrativa? Esta problematizaÃ§Ã£o estrutural e de gÃªnero composicional jÃ¡ estÃ¡ no tÃ­tulo da obra e os nove contos que compÃµem &#8220;Sagarana&#8221; vÃ£o muito alÃ©m da mimÃ©sis. Cada conto Ã© um Narciso morto Ã  beira da lagoa. Ã‰ o reflexo do reflexo que paralisa.</p>
<p>Olha que atÃ© agora falei sobre o tÃ­tulo, imagina analisar a obra toda. Devo lembrar que analisar a obra nÃ£o Ã© saber da historinha e do nome dos personagens, mas adentrar um universo de neologismos, hipÃ©rbatos, mitos, e simbologias rosianas que estÃ£o alÃ©m do repertÃ³rio de adolescentes de 15 a 17 anos.</p>
<p>Ã‰ claro que haverÃ¡ uma ou duas questÃµes abordando &#8220;Sagarana&#8221;, pois a Fuvest, atÃ© que o ENEM chegue Ã  USP, precisa mostrar que seu vestibular Ã© forte. TÃ£o forte que Ã© capaz de matar um contumaz leitor de textos literÃ¡rios e deformar a aula de professores sÃ©rios de todo o paÃ­s.</p>
<p>Este meu artigo nÃ£o quer ser pessimista. Apenas aponta para fatos que a imprensa, por total desconhecimento de causa, deixa passar e sÃ³ quem Ã© da Ã¡rea da Literatura Ã© capaz de compreender. NÃ£o estou depreciando a obra. Ã‰ uma grande obra e eu, particularmente, gosto muito dela, mas nÃ£o para alunos de 15 a 17 anos.</p>
<p>Deixo claro que nÃ£o estou subestimando os alunos. Pelo contrÃ¡rio, tanto os estimo que desejaria a eles obras mais engajadas a seus sonhos e aspiraÃ§Ãµes. Obras que aflorassem adolescÃªncia e cheirassem a futuro bom. A literatura obra de arte estÃ¡ cheia delas. Basta escolher considerando o solo sagrado do &#8220;chÃ£o da sala de aula&#8221;.</p>
<p>Sugiro aos meus colegas professores que deem maior atenÃ§Ã£o Ã  &#8220;Sagarana&#8221;, pois seus alunos vÃ£o precisar. Seria interessante que o professor reservasse no mÃ­nimo uma aula para cada conto. Funcionaria da seguinte forma:</p>
<p>a) O professor explicar para a turma que nÃ£o Ã© para gostar do livro, mas degustar. Falar para os alunos que Ã© um desafio de leitura.(Adolescentes amam desafios!!)<br />
b) Dividir o livro em capÃ­tulos. A tarefa de casa Ã© o aluno ler 1 dos contos.<br />
c) Na aula seguinte o professor, juntamente com os alunos, cada um com seu livro aberto no conto lido, irÃ¡ coletar da turma as dificuldades e analisar o conto. Mostrar os porquÃªs por detrÃ¡s dos espelhos da narrativa.<br />
d) Ao final do trabalho com todos os contos, o professor pode definir com a turma as caracterÃ­sticas do livro. Desta forma, os alunos estarÃ£o preparados para os desafios que os esperam.</p>
<p>Bem, espero que eu tenha ajudado. Trabalhar a disciplina de Literatura com o Ensino MÃ©dio Ã© algo muito especial, pois toca pele, pelo, alma, sentidos e coraÃ§Ã£o. Todos os coraÃ§Ãµes, mesmo aqueles coraÃ§Ãµes que sÃ£o &#8220;uma porta que ninguÃ©m vai atender.&#8221;</p>
<p>Um grande abraÃ§o!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
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		<item>
		<title>1Âº DE MARÃ‡O: DIA DAS BRUXAS DA CRÃTICA LITERÃRIA!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2016 12:55:35 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[Divido com meus amigos um artigo publicado em um dos maiores jornais do ParanÃ¡. Espero que gostem! Boa leitura a todos! Prof. Robson Lima http://www.paranaimprensa.com.br/isabel-furini-texto-de-robson-lima-sobre-o-dia-das-bruxas-da-critica-literaria/]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Divido com meus amigos um artigo publicado em um dos maiores jornais do ParanÃ¡.</p>
<p>Espero que gostem!</p>
<p>Boa leitura a todos!</p>
<p>Prof. Robson Lima</p>
<p><a href="http://www.paranaimprensa.com.br/isabel-furini-texto-de-robson-lima-sobre-o-dia-das-bruxas-da-critica-literaria/">http://www.paranaimprensa.com.br/isabel-furini-texto-de-robson-lima-sobre-o-dia-das-bruxas-da-critica-literaria/</a></p>
<p><a href="http://professorrobson.com.br/wp-content/uploads/2016/05/paranÃ¡.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-383" src="http://professorrobson.com.br/wp-content/uploads/2016/05/paranÃ¡-300x225.jpg" alt="paranÃ¡" width="300" height="225" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>CRÃTICA LITERÃRIA: POETA POPULAR x POETA DE &#8220;ELITE&#8221;</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/04/30/critica-literaria-poeta-popular-x-poeta-de-elite/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2016 16:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que o marxismo mal interpretado, falido e extemporÃ¢neo veio morar na concepÃ§Ã£o de poesia. HÃ¡ umaÂ uma dicotomia marxista e classista: o poeta popular X poeta de &#8220;elite&#8221;. Na visÃ£o obtusa de alguns, o poeta popular Ã© aquele que escreve com o &#8220;sentimento&#8221; ou que busca, em sua vida sofrida, &#8220;inspiraÃ§Ã£o&#8221; para a composiÃ§Ã£o poÃ©tica. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que o marxismo mal interpretado, falido e extemporÃ¢neo veio morar na concepÃ§Ã£o de poesia. HÃ¡ umaÂ uma dicotomia marxista e classista: o poeta popular X poeta de &#8220;elite&#8221;.</p>
<p>Na visÃ£o obtusa de alguns, o poeta popular Ã© aquele que escreve com o &#8220;sentimento&#8221; ou que busca, em sua vida sofrida, &#8220;inspiraÃ§Ã£o&#8221; para a composiÃ§Ã£o poÃ©tica. Geralmente esse, dito poeta popular, faz ediÃ§Ãµes caseiras de seus livros, geralmente em grÃ¡ficas e nÃ£o em editoras com ISBN, etc. Ele tambÃ©m pega Ã´nibus, nÃ£o tem ensino superior ( nÃ£o confundamos Ensino Superior com graduaÃ§Ã£o ou pÃ³s-graduaÃ§Ã£o. ConheÃ§o doutores sem Ensino Superior) e se reÃºne em associaÃ§Ãµes de pares para que sua voz seja ouvida, junto Ã  voz de uma massa massante de pessoas &#8220;sofridas&#8221; como ele. SÃ£o os &#8220;coitadinhos&#8221; que escrevem. Lembremo- nos de que a palavra coitado significa aquele que recebeu o coito. Em outras palavras, o ferrado.</p>
<p>Do outro lado, segundo esses classistas maniqueÃ­stas, hÃ¡ o poeta de elite. O poeta de elite produz ediÃ§Ãµes luxuosas em editoras, com ISBN, paga a ediÃ§Ã£o com recurso prÃ³prio, incentivo cultural ou Ã© engolido por alguma mega editora. Esse poeta de &#8220;elite&#8221; nÃ£o vive da venda de seus livros. Escreve por hobby. Os classistas &#8220;coitadinhos&#8221; atacam os classistas de &#8220;elite&#8221; que bebem champagnes em suas sacadas gourmet. Os poetas de elite tÃªm desprezo pelos &#8220;coitadinhos&#8221;e sÃ£o culpados pelos poetas que se autodenominam populares por terem cursado uma universidade e por gostarem de livros bem produzidos.</p>
<p>Reparem que atÃ© aÃ­ falamos de casca. O livro Ã© uma casca. E o texto? O que falar do texto? Ã‰ justamente o texto que acaba com o classismo maniqueÃ­sta imposto por alguns &#8220;coitadinhos&#8221; e alguns &#8220;champagnistas&#8221; de sacada gourmet.</p>
<p>NÃ£o existe essa bobagem de poeta popular ou poeta de elite. O que existe Ã© o bom poeta e o mau poeta. Aquele que por intuiÃ§Ã£o ou tÃ©cnica sabe desenvolver um verso e aquele que acha que o verso Ã© uma versÃ£o de um dramalhÃ£o pessoal &#8211; o &#8220;Adolescentismo&#8221;, como mencionei em um artigo anterior.</p>
<p>Cabe ao crÃ­tico literÃ¡rio que nÃ£o Ã© &#8220;coitadinho&#8221; nem de &#8220;elite&#8221; separar o joio do trigo. Queiram ou nÃ£o os &#8220;adolescentistas&#8221; ou a velha oligarquia cultural, o que existe Ã© boa poesia e a mÃ¡ poesia e Ã© o olhar crÃ­tico, Ã© o desnudar tÃ©cnico que vai diferenciar trabalho, de pirralho.</p>
<p>Nas palavras de Adorno:</p>
<p>Uma corrente subterrÃ¢nea coletiva Ã© o fundamento de toda lÃ­rica individual. Se esta visa efetivamente o todo e nÃ£o meramente uma parte do privilÃ©gio, refinamento e delicadeza daquele que pode se dar ao luxo de ser delicado, entÃ£o a substancialidade da lÃ­rica individual deriva essencialmente de sua participaÃ§Ã£o nessa corrente subterrÃ¢nea coletiva, pois somente ela faz, da linguagem o meio em que o sujeito se torna mais do que apenas sujeito (Adorno, 2003, p. 77)</p>
<p>Sendo assim, o refinamento e a delicadeza da produÃ§Ã£o literÃ¡ria brotam de uma mesma corrente subterrÃ¢nea que Ã© comum a todos: a linguagem. Ora, se a linguagem Ã© comum a todos, todos os que souberem talhar a delicadeza Ã¡urea de um verso e souberem ter um olhar refinado para o constructo poÃ©tico podem, com esforÃ§o e engenharia, escrever poesia.</p>
<p>Por isso Ã© uma tremenda bobagem falar em poeta popular X poeta de elite. Paulo Leminski, ao que me consta, era popular, nem por isso pobre no verso. MÃ¡rio Quintana era popular, nem por isso pobre no verso. MÃ¡rio de Andrade era da elite paulistana, nem por isso era pobre no verso.</p>
<p>O que existe Ã© o bom poema e o poema ruim e cabe ao olhar crÃ­tico, delicado, refinado e nÃ£o maniqueÃ­sta separar um do outro, sem medo de ofender esse ou aquele poeta, porque o que estÃ¡ sendo avaliado sempre Ã© o poema e nunca o poeta.</p>
<p>Se nos deixarmos levar pelo papo fÃ¡cil dos &#8220;coitadinhos&#8221; precisaremos criar um sistema de cotas para poetas populares. Por outro lado, se nos deixarmos seduzir pelo topete oligÃ¡rquico dos &#8220;champagnistas&#8221;, precisaremos criar um Olimpo para seus egos cegos.</p>
<p>Podem espernear &#8220;coitadinhos&#8221; e &#8220;champagnistas&#8221;, mas a crÃ­tica sÃ©ria nÃ£o olha bolso, formaÃ§Ã£o acadÃªmica, capa de livro ou barulho. O olhar da critica estÃ¡ voltado para o verso, seja ele de quem for. Por isso cuidado ao versar. Seu verso moderno ou paleolÃ­tico pode ser &#8220;coitado&#8221; pelo olharÂ do leitor crÃ­tico.</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p>ADORNO, Theodor (2003). â€œPalestra sobre lÃ­rica e sociedadeâ€, Notas de literatura I. Trad. Jorge de Almeida. SÃ£o<br />
Paulo: Duas Cidades; Ed. 34.</p>
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		<item>
		<title>O BRUXO DO 72 E SEU COLÃRIO NOTURNO</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/04/25/302/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2016 16:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[Este anoÂ o grande bruxo dos versos curitibanos completarÃ¡ 72 anos. Muitas homenagens lhe serÃ£o feitas, tanto pela famÃ­lia, quanto por admiradores de seu trabalho e tambÃ©m por bajuladores, poetas de fim de feira que pegam carona no talento alheio. Bem, nÃ£o sou da famÃ­lia, embora a admire e lhe tenha amizade e respeito. NÃ£o sou [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este anoÂ o grande bruxo dos versos curitibanos completarÃ¡ 72 anos. Muitas homenagens lhe serÃ£o feitas, tanto pela famÃ­lia, quanto por admiradores de seu trabalho e tambÃ©m por bajuladores, poetas de fim de feira que pegam carona no talento alheio.</p>
<p>Bem, nÃ£o sou da famÃ­lia, embora a admire e lhe tenha amizade e respeito. NÃ£o sou um bajulador, por mais que choque. Sou, portanto, um admirador crÃ­tico do trabalho do Polaco.</p>
<p>Neste dia especial quero saborear alguns versos leminskianos Â e gostaria de convidar meus leitores para saborearem comigo esta iguaria que depois pode ser levada para a sala de aula e fazer sucesso com os alunos.</p>
<p>Escolho um poema que Ã© um colÃ­rio literÃ¡rio:</p>
<p>a noite me pinga<br />
uma estrela no olho<br />
e passa.</p>
<p>Paulo Leminski</p>
<p>ANÃLISE CRÃTICA:</p>
<p>Em uma primeira anÃ¡lise, podemos considerar a noite como a grande protagonista e a pitonisa do poema. Na mitologia grega, a noite, Nix, assim como Hades, que reina sobre os mortos, possui um capuz que a torna invisÃ­vel. Assim ela pode assistir a tudo o que acontece no universo sem ser notada.</p>
<p>Nix, enamorada dos bruxos e das deidades das sombras pinga uma estrela, sÃ­mbolo da esperanÃ§a e guia para os viajantes, no olho do â€œeu lÃ­ricoâ€.</p>
<p>Olho Ã© sÃ­mbolo da tomada de consciÃªncia. Quando Ã‰dipo toma consciÃªncia de que matou o seu prÃ³prio pai, Laio, e se casou com sua mÃ£e, Jocasta, ele vaza os prÃ³prios olhos. Ou seja, Ã‰dipo nÃ£o quer tomar consciÃªncia a respeito da dura e brutal realidade que o acometeu.</p>
<p>Quando Nix pinga a esperanÃ§a no olho do â€œeu lÃ­ricoâ€ ela tenta, com suas fantasias e sonhos de Hipnos, dar ao â€œeu lÃ­ricoâ€ um alento para sua ventura, ainda que parcial, jÃ¡ que a palavra &#8220;olho&#8221; estÃ¡ no singular e, portanto, apenas um dos olhos foi premiado com a esperanÃ§a. O outro olho continua a contemplar a realidade nua e crua da rua, com seus roedores de sonhos. Assim, o â€œeu lÃ­ricoâ€, como as Greias, possuÃ­a apenas um olho com o qual contemplava o sonho.</p>
<p>As Greias, na mitologia grega, irmÃ£s das GÃ³rgonas, tiveram a oportunidade de fazer um pedido a Zeus e escolheram viver eternamente, mas esqueceram de pedir para nÃ£o envelhecerem. EntÃ£o, se deterioraram atÃ© que, das trÃªs irmÃ£s, restaram apenas um dente e um olho com os quais comiam e olhavam a realidade.</p>
<p>Nix, uma vez contemplando o â€œeu lÃ­ricoâ€ com uma gota estelar de esperanÃ§a, passa. Ou seja, Nix se encobre com seu capuz e o dia amanhece. A esperanÃ§a, entÃ£o, Ã© fugidia e passageira como a madrugada. Ela abandona o â€œeu lÃ­ricoâ€ nos primeiros raios da Aurora. A noite passa, o colÃ­rio de estrela passa, passa o â€œeu lÃ­ricoâ€.</p>
<p>Numa leitura ainda mais atenta, podemos refletir sobre a palavra â€œpassaâ€. Passa tambÃ©m pode significar cura. Como se dissÃ©ssemos: a dor jÃ¡ passa, ou seja, a dor jÃ¡ cura. Por este prisma, nÃ£o Ã© a noite (Nix) que passa, mas o mal que acometia o â€œeu lÃ­ricoâ€Â´. ApÃ³s a noite pingar uma estrela no olho do â€œeu lÃ­ricoâ€, sua dor, solidÃ£o, desespero, delÃ­rio ou desesperanÃ§a passam, curam-se, graÃ§as ao colÃ­rio estelar de Nix.</p>
<p>OUTRA ABORDAGEM:</p>
<p>Em outra abordagem, analisando o uso do pronome pessoal do caso oblÃ­quo, empregado no primeiro verso, temos:</p>
<p>â€œa noite me pingaâ€</p>
<p>Ou seja, o â€œeu lÃ­ricoâ€, lÃ­quido, Ã© pingado pela noite. Isso fica evidente ao se considerar as aliteraÃ§Ãµes provocadas pelas consoantes /t/p/g, simulando o gotejar. Pingado de pinga ou pingado de gota. O â€œeu lÃ­ricoâ€ passa a ser, entÃ£o, uma gota, â€œestrela no olhoâ€. Uma estrela no olho do leitor que o lÃª. Uma estrela no olho de quem o contempla no verso.</p>
<p>O fazer poÃ©tico Ã©, desta forma, um colÃ­rio de estrelas e esperanÃ§as no olho do leitor. Cada verso Ã© uma gota e a cada colÃ­rio, um delÃ­rio que goza, rosa e passa.</p>
<p>O poema se torna, entÃ£o, nÃ£o mais verso, mas lÃ­quido que lubrifica os olhos do leitor por alguns instantes, os instantes da leitura, e que, depois, passa.</p>
<p>Esta passagem se dÃ¡ pelo gozo, seguido pelo esquecimento do verso. Um verso perverso que resume todo o universo, mas passa, assim como Nix que com seu capuz de invisibilidade deixa na debilidade todos os seus amantes, como se nÃ£o os amasse antes.</p>
<p>Bem, espero que esta anÃ¡lise possa ser uma gota leminskiana de um poeta lÃ­quido, mas nada insÃ­pido, inodoro ou incolor.</p>
<p>AgradeÃ§o a todos pela atenÃ§Ã£o!</p>
<p>Professor Robson Lima.</p>
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		<title>TELEVISÃƒO: A CAIXA DE PANDORA</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 15:56:27 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A mitologia grega sempre nos surpreende com sua forma de explicar as coisas. AliÃ¡s, reparem que na escola somos educados para a ciÃªncia, mas quando descobrimos a mitologia, comeÃ§amos a ser educados para a poesia, para o encanto de saber que em algum canto hÃ¡ um Eros, apaixonando, uma Afrodite, embelezando ou um DionÃ­sio se embebedando.</p>
<p>Essas possibilidades de um mundo um pouco mais encantador que o mostrado pelo microscÃ³pio costuma nos molhar. Amplia-nos o olhar sobre a vida e sobre as coisas da vida. Descobrimos outro universo. NÃ£o estou falando em religiÃ£o, nem quero aqui fazer apologia (palavra derivada de Apolo, deus grego da beleza) Ã  antiga religiÃ£o grega. Quero apenas contextualizar meu presente artigo.</p>
<p>Dentre (palavra em extinÃ§Ã£o, jÃ¡ que a palavra ENTRE a substitui em quase 100% dos casos, mas deixarei esse importante detalhe semÃ¢ntico-morfolÃ³gico para outra postagem) tantos mitos gregos, quero me ater a um em especial: o mito de Pandora.</p>
<p>Criada por HÃ©feso, deus do metal e do fogo, e por Atena, deusa da sabedoria e da justiÃ§a, segundo a mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher a existir. Todos os demais deuses lhe atribuÃ­ram um pouco de seus poderes para que ela pudesse ser forte.</p>
<p>O titÃ£ Epimeteu, guardiÃ£o de uma caixa que abrigava todos os males do mundo, mesmo alertado por seu irmÃ£o, Prometeu, para que nÃ£o aceitasse nada que viesse dos deuses, se enamorou da bela Pandora e a desposou.</p>
<p>Certo dia, Epimeteu foi fazer uma viagem e Pandora, muito curiosa, resolveu abrir a caixa guardada pelo marido. Assim que ela abriu a caixa, todos os males do mundo foram libertados, para a desgraÃ§a de todos os mortais. Essa histÃ³ria Ã© bem conhecida, mas o que poucas pessoas sabem Ã© que a famosa â€œesperanÃ§aâ€ que sobrou no fundo da caixa, tambÃ©m era considerada pelos deuses como um mal, pois ela ofuscava a visÃ£o humana a respeito do futuro.</p>
<p>A palavra esperanÃ§a deriva do verbo esperar. De acordo com a mitologia, quem espera nÃ£o age e nÃ£o agindo nÃ£o consegue modificar seu futuro. O fato de a esperanÃ§a permanecer na caixa, enquanto todos os demais males saÃ­ram, justificam essa crenÃ§a grega. A esperanÃ§a nÃ£o age, por isso Ã© a Ãºltima coisa que resta: a estagnaÃ§Ã£o, a morte.</p>
<p>Quero com essa histÃ³ria chamar a sua atenÃ§Ã£o para uma outra caixa que guarda todos os males e benesses do mundo: a televisÃ£o. Estamos em Ã©poca de eleiÃ§Ã£o e essa caixa aberta, jÃ¡ vazia de males, pois todos jÃ¡ foram feitos, guarda a esperanÃ§a. Homens, mulheres, jovens e crianÃ§as ficam diante da caixa de Pandora contemplando a esperanÃ§a de um futuro. Esperam que alguÃ©m mude suas vidas por meio do voto.</p>
<p>O problema Ã© que, assim como a esperanÃ§a, na visÃ£o grega, a televisÃ£o tambÃ©m ofusca a visÃ£o de futuro. Marqueteiros criam na televisÃ£o um mundo lindo que nÃ£o corresponde Ã  realidade. As pessoas embebidas por essa esperanÃ§a que nÃ£o cansa de esperar o paÃ­s do futuro acontecer ficam inertes e creem em imagens, jingles e discursos tecnicamente construÃ­dos.</p>
<p>Proponho o seguinte colÃ­rio para nossos olhos ofuscados: fujamos da caixa de Pandora e deixemos a esperanÃ§a guardadinha lÃ¡. Desliguemos a televisÃ£o e abramos a janela da nossa casa. Depois, vamos dar um passeio pelas ruas, pelo bairro. Vamos expiar e respirar! Isso serÃ¡ o oxigÃªnio e o colÃ­rio que precisamos para descortinar a nossa visÃ£o. Durante o passeio, ponderemos: estamos gostando do que vemos? Degustemos o cheiro, as visÃµes e visagens, depuremos o ouvido para ouvirmos tudo o que nos cerca.</p>
<p>Se acharmos que nada precisa mudar diante de nossos olhos, se acharmos que estÃ¡ tudo bem, Ã³timo. SÃ³ nos resta esperar. Agora, se o que vimos da nossa janela, na nossa rua ou no nosso bairro nos desagradou, nÃ£o esperemos. Mantenhamos a caixa de Pandora desligada e partamos para a aÃ§Ã£o. Uma aÃ§Ã£o capaz de mudar. De todos os males, a estagnaÃ§Ã£o â€œesperanÃ§osaâ€ Ã© o pior.</p>
<p>Este artigo nÃ£o utiliza o termo esperanÃ§a no sentido religioso, mas como dito acima, na acepÃ§Ã£o grega do termo.Â Espero que estas reflexÃµesÂ nesses momentos em que a caixa de Pandora produz fantasias de um mundo perfeito, quase uma Disney, porÃ©m sem Sininho para nos avisar a hora de acordar, sirva para fomentar o debate em sala de aula a repeito da formaÃ§Ã£o de opiniÃ£o.</p>
<p>Um grande abraÃ§o!</p>
<p>Prof. Robson Lima</p>
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