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	<title>Professor Robson Lima &#187; EducaÃ§Ã£o</title>
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		<title>EVENTO VENTANIA</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 17:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[OlÃ¡, queridos amigos e amigas! HÃ¡ muito tempo, queridos colegas e amigos me perguntam: Professor Robson, muitas vezes a gente prepara um EVENTO, com a melhor das boas intenÃ§Ãµes, e as pessoas acabam interpretando mal. Como elaborar um evento, sem que haja equÃ­vocos ou mÃ¡ repercussÃ£o? Bem, acho que chegou a hora de eu responder [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>OlÃ¡, queridos amigos e amigas!</p>
<p>HÃ¡ muito tempo, queridos colegas e amigos me perguntam: Professor Robson, muitas vezes a gente prepara um EVENTO, com a melhor das boas intenÃ§Ãµes, e as pessoas acabam interpretando mal. Como elaborar um evento, sem que haja equÃ­vocos ou mÃ¡ repercussÃ£o?</p>
<p>Bem, acho que chegou a hora de eu responder a esses amados colegas e queridos amigos.</p>
<p>Promover EVENTOS Ã© algo fundamental para o sucesso de qualquer escola inovadora. Uma escola inovadora nÃ£o se contenta com MAIS DO MESMO!</p>
<p>Uma InstituiÃ§Ã£o Educacional vencedora Ã© sempre inquieta e nunca estÃ¡ satisfeita, por isso a realizaÃ§Ã£o de EVENTOS DE QUALIDADE Ã© uma oportunidade Ãºnica para demonstrar toda essa inquietude, fundamental para uma formaÃ§Ã£o humana de qualidade e para o sucesso em Vestibulares e Enem.</p>
<p>Um EVENTO bem elaborado sempre agrega valor para qualquer InstituiÃ§Ã£o Educacional, fidelizando alunos e sendo um importante instrumento para a campanha de matrÃ­culas.</p>
<p>ColÃ©gios que inovam sempre chamam a atenÃ§Ã£o. Mas o mais importante Ã© chamar a atenÃ§Ã£o para algo que deu certo, certo?</p>
<p>Pensando nisso eu criei um modesto questionÃ¡rio que deve ser respondido pela escola, sempre que pensar em promover um EVENTO. Ã‰ realmente algo muito simples, mas serve para evitar que boas intenÃ§Ãµes se transformem em grandes equÃ­vocos. EntÃ£o, compartilho com vocÃªs o QUESTIONÃRIO PARA A ELABORAÃ‡ÃƒO DE EVENTOS EDUCACIONAIS:</p>
<p>A) O QUE Ã‰ UM EVENTO DE QUALIDADE?</p>
<p>&#8211; Definir o que Ã© um EVENTO DE QUALIDADE Ã© fundamental para que um colÃ©gio possa ter a seguranÃ§a e os fundamentos teÃ³ricos necessÃ¡rios para embasar todo e qualquer projeto. Uma aula bem elaborada jÃ¡ Ã© um EVENTO DE QUALIDADE.</p>
<p>&#8211; Uma PALESTRA, ministrada por pessoas com experiÃªncia comprovada em EducaÃ§Ã£o de Qualidade, que motive os estudantes, estimulando suas mÃºltiplas inteligÃªncias, suas paixÃµes e contemplando seus sentimentos, tambÃ©m pode ser um EVENTO DE QUALIDADE.</p>
<p>&#8211; O projeto de um EVENTO DE QUALIDADE precisa ter uma referÃªncia teÃ³rica bastante consistente, de modo a blindar teoricamente cada uma de suas partes componentes, desde a proposiÃ§Ã£o, consecuÃ§Ã£o e REPERCUSSÃƒO. Para Hernandez:</p>
<p>â€œA finalidade do ensino Ã© promover a compreensÃ£o dos problemas que os alunos investigam. Compreender Ã© ser capaz de ir alÃ©m da informaÃ§Ã£o dada, Ã© poder reconhecer as diferentes versÃµes de um fato e buscar explicÃ¡-las, alÃ©m de propor hipÃ³tese sobre as consequÃªncias dessa pluralidade de pontos de vista.â€ (HERNANDEZ, 1998, p.86)</p>
<p>&#8211; Por fim, um EVENTO DE QUALIDADE precisa ser discutido com toda a equipe envolvida (estudantes, professores, coordenadores, equipe diretiva, etc.), de modo que se possa ouvir cada opiniÃ£o e contemplar cada sugestÃ£o. Afinal, o envolvimento de toda uma equipe Ã© fundamental para o sucesso de QUALQUER EVENTO.</p>
<p>&#8211; Quem assume, SOZINHO, todos os riscos de um projeto, tambÃ©m pode colher, sozinho, todos os LOUROS, mas tambÃ©m assume todas as TEMPESTADES E VENTANIAS advindas de eventuais falhas ou de mÃ¡ repercussÃ£o. Por isso o trabalho em equipe Ã© sempre muito bem-vindo!</p>
<p>B) O QUE ESTE EVENTO VAI AGREGAR AOS ESTUDANTES, AO COLÃ‰GIO E Ã€ COMUNIDADE EDUCATIVA (PAIS DE ALUNOS, COMUNIDADE, ETC.)?</p>
<p>&#8211; Essa questÃ£o Ã© basilar! Os estudantes sÃ£o o motivo da existÃªncia de qualquer InstituiÃ§Ã£o Educacional, portanto Ã© preciso avaliar com muita serenidade e clareza o efeito desse EVENTO sobre todos os estudantes.</p>
<p>&#8211; NÃ£o podemos nos esquecer de que um EVENTO pode e deve tocar toda a comunidade educativa (funcionÃ¡rios, pais de alunos, vizinhanÃ§a, etc.). Por isso Ã© preciso calcular o impacto dessa iniciativa em toda a regiÃ£o.</p>
<p>C) QUAIS SERÃƒO AS POSSÃVEIS REPERCUSSÃ•ES DO EVENTO?</p>
<p>&#8211; Essa pergunta Ã© um convite a se pesar os PRÃ“S e os CONTRAS da realizaÃ§Ã£o do EVENTO.</p>
<p>&#8211; Nem sempre uma boa intenÃ§Ã£o acaba na realizaÃ§Ã£o de um EVENTO de sucesso. Ã‰ preciso ter um olhar amplo e, ao mesmo tempo, pormenorizado sobre todas as partes que compÃµem o projeto.</p>
<p>D) O EVENTO REPRESENTA, EM TODOS OS SEUS ASPECTOS, OS VALORES DEFENDIDOS PELO COLÃ‰GIO?</p>
<p>&#8211; NÃ£o podemos nunca nos esquecer de que, aos olhos da comunidade educativa, tudo o que ocorre em um colÃ©gio Ã© reflexo e DEMONSTRAÃ‡ÃƒO INEQUÃVOCA DE SEUS VALORES E DE SUA PROPOSTA PEDAGÃ“GICA. Por isso todo o cuidado Ã© necessÃ¡rio!</p>
<p>&#8211; Um EVENTO que contrarie a filosofia, a histÃ³ria e a proposta pedagÃ³gica de uma InstituiÃ§Ã£o pode ter efeitos bastante prejudiciais na CAMPANHA DE MATRÃCULAS e na FIDELIZAÃ‡ÃƒO de seus prÃ³prios estudantes.</p>
<p>&#8211; NÃ£o podemos nos esquecer de que uma InstituiÃ§Ã£o Educacional nÃ£o prepara para a vida, pois ela jÃ¡ Ã© vida e vida em movimento! Esse movimento deve ser acompanhado e cuidado atentamente por todos os responsÃ¡veis, para que tudo ocorra sem quedas bruscas ou acidentes. O cuidado com a vida Ã© fundamental!</p>
<p>E) QUAL SERÃ A MENSAGEM DESTE EVENTO PARA O MUNDO?</p>
<p>&#8211; Pode parecer um exagero, mas todos os EVENTOS realizados por uma InstituiÃ§Ã£o Educacional Ã© uma forma de mudar o mundo e mudÃ¡-lo para melhor.</p>
<p>&#8211; Tudo o que um colÃ©gio propicia aos seus alunos e Ã  comunidade educativa deve ser um momento especial de aprendizado, troca de experiÃªncias e crescimento pessoal, com vistas Ã  transformaÃ§Ã£o da sociedade.</p>
<p>&#8211; Cada escola e cada colÃ©gio Ã© a esperanÃ§a de um mundo melhor. Ã‰ a esperanÃ§a de que A VIDA SERÃ SEMPRE O VALOR MAIOR. Ã‰ a certeza de que a EducaÃ§Ã£o Ã© o caminho mais seguro para o sucesso pessoal e profissional.</p>
<p>Essa convicÃ§Ã£o Ã© fundamental para que o mundo possa respirar os novos ares de um amanhÃ£ florido e orvalhado de sonhos.</p>
<p>Bem, quis propor essa reflexÃ£o para que possamos sempre nos olhar no espelho das nossas realizaÃ§Ãµes na certeza de que, para muito alÃ©m de boas intenÃ§Ãµes, tenhamos, tambÃ©m, bons processos para a realizaÃ§Ã£o de EVENTOS DE SUCESSO.</p>
<p>Compartilhe com seus colegas e amigos!</p>
<p>Creio que essa breve reflexÃ£o pode fazer com que muitos professores, coordenadores, equipes diretivas e InstituiÃ§Ãµes Educacionais evitem passar por situaÃ§Ãµes indesejÃ¡veis, mesmo quando desejando o melhor para os seus estudantes.</p>
<p>HÃ¡ uma frase atribuÃ­da a Michelangelo que diz que â€œDeus mora nos detalhes!â€ (Depois subverteram essa frase.). Ou seja, nas pequenas coisas Ã© que reside o valor maior! Por isso, na hora de organizarmos um EVENTO ou PROJETO, precisamos estar atentos a cada detalhe, para que o EVENTO nÃ£o acabe virando VENTANIA.</p>
<p>Tenham uma excelente semana!</p>
<p>Um abraÃ§o!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/2tPFlTinoMc?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>ReferÃªncias:<br />
ALARCÃƒO, Isabel. Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001.<br />
BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de Aprendizagem Colaborativa num Paradigma Emergente.In. Novas Tecnologias e MediaÃ§Ã£o PedagÃ³gica. SÃ£o Paulo. Papirus, 2002. BEHRENS, MASETO, MORAN. Novas tecnologias e mediaÃ§Ã£o pedagÃ³gica. 8Âªed. SÃ£o Paulo: Papirus, 2005. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas, SP: Autores Associados, 1996.<br />
DEWEY, Jonh. Vida e EducaÃ§Ã£o. TraduÃ§Ã£o AnÃ­sio S. Teixeira. 6. ed. SÃ£o Paulo: Melhoramentos. 1967.<br />
FREIRE, Paulo &#038; SHOR, Ira. Medo e Ousadia. O cotidiano do Professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.<br />
HERNANDEZ, Fernando. TransgressÃ£o e MudanÃ§a na EducaÃ§Ã£o: Os Projetos de Trabalho. TraduÃ§Ã£o Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes MÃ©dicas Sul, 1998.<br />
HERNANDEZ, F.; VENTURA, M. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. O conhecimento Ã© um caleidoscÃ³pio. Porto Alegre: Artes Medicas, 1994.<br />
LEITE, L.H.A. Pedagogia de Projetos: IntervenÃ§Ã£o no Presente. PresenÃ§a PedagÃ³gica, Belo Horizonte: DimensÃ£o , v. 2, n. 8, p. 25 &#8211; 33, mar/abr 1996.<br />
MACHADO, N. J. EducaÃ§Ã£o: Projetos e valores. SÃ£o Paulo: Escrituras Editora,<br />
2000. YUS, Rafael. EducaÃ§Ã£o integral â€“ uma educaÃ§Ã£o holÃ­stica para o sÃ©culo XXI. Porto Alegre: Artmed, 2002.</p>
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		<title>50 TONS DE AZUL: O SENSACIONALISMO MATA TODOS OS DIAS!</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Apr 2017 21:57:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero fazer um alerta para escolas, professores, pais de alunos e para toda a sociedade civil. HÃ¡ um fenÃ´meno bastante triste que estÃ¡ acontecendo em todo o paÃ­s, do ponto de vista da anÃ¡lise do discurso e da responsabilidade intelectual e legal para com o discurso. A pretexto de &#8220;esclarecer e informar&#8221; a sociedade, alguns [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quero fazer um alerta para escolas, professores, pais de alunos e para toda a sociedade civil. HÃ¡ um fenÃ´meno bastante triste que estÃ¡ acontecendo em todo o paÃ­s, do ponto de vista da anÃ¡lise do discurso e da responsabilidade intelectual e legal para com o discurso.<br />
A pretexto de &#8220;esclarecer e informar&#8221; a sociedade, alguns veÃ­culos de comunicaÃ§Ã£o estÃ£o, contrariando o artigo 122 do CÃ³digo Penal Brasileiro e para conquistar audiÃªncia, fazendo uma verdadeira PROPAGANDA de certo jogo sinistro e inconsequente.</p>
<p>Ah, Professor Robson Lima, mas quanto mais informaÃ§Ã£o, melhor, nÃ£o Ã©?</p>
<p>NEM SEMPRE! Cuidado com essa falÃ¡cia criada no mundo da superinformaÃ§Ã£o.</p>
<p>E, por falar em informaÃ§Ã£o, vamos a algumas informaÃ§Ãµes que, na contramÃ£o de algumas mÃ­dias que estÃ£o mais preocupadas com a visibilidade de seus anunciantes e com o valor do segundo de veiculaÃ§Ã£o do que com a vida propriamente dita, valem apena serem meditadas.</p>
<p>A obra &#8220;Os sofrimentos do jovem Werther&#8221;, escrita em 1774 pelo romancista alemÃ£o Johan Wolfgang Von Goethe, conta, dentre outras coisas, a histÃ³ria de um personagem que se mata por amor e acaba influenciando outros jovens a cometerem o mesmo ato. HÃ¡, na Psiquiatria, um fenÃ´meno chamado de efeito â€œWertherâ€, por isso Ã© proibida a divulgaÃ§Ã£o de tal ato em qualquer veÃ­culo de comunicaÃ§Ã£o. Se formos ler os obituÃ¡rios dos jornais, constataremos que isso Ã© verdade. Esse ato que acometeu o jovem Werther nÃ£o Ã© divulgado.</p>
<p>Essa verdadeira PROPAGANDA disfarÃ§ada de &#8220;informaÃ§Ã£o&#8221; pode trazer mais malefÃ­cios do que benefÃ­cios. De acordo com o artigo 122 do CÃ³digo Penal brasileiro:<br />
&#8220;no decreto-lei n.Âº 2.848, de 7 de dezembro de 1940,<br />
estabelece o seguinte acerca do suicÃ­dio: no TÃ­tulo I dos crimes contra a pessoa:<br />
INDUZIMENTO, INSTIGAÃ‡ÃƒO ou auxÃ­lio a suicÃ­dio,<br />
Art. 122 &#8211; Induzir ou instigar alguÃ©m a suicidar-se ou prestar-lhe auxÃ­lio para que o faÃ§a:<br />
Pena &#8211; reclusÃ£o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, se o suicÃ­dio se consuma; ou reclusÃ£o, de 1 (um) a 3 (trÃªs) anos, se da tentativa de suicÃ­dio resulta lesÃ£o corporal de natureza grave.<br />
ParÃ¡grafo Ãºnico &#8211; A pena Ã© duplicada:<br />
Aumento de pena<br />
I &#8211; se o crime Ã© praticado por motivo egoÃ­stico;<br />
II &#8211; se a vÃ­tima Ã© menor ou tem diminuÃ­da, por qualquer causa, a capacidade de resistÃªncia.&#8221;</p>
<p>Pelo bem de todos os nossos jovens Ã© preciso tomar muito cuidado antes de &#8220;divulgar tais informaÃ§Ãµes&#8221;, que geralmente antecedem ou precedem propagandas de grandes anunciantes a pretexto de aumentar o valor do anÃºncio.</p>
<p>TambÃ©m faÃ§o um alerta especial para as ESCOLAS: cuidado com a boa intenÃ§Ã£o e com a interdisciplinaridade inconsequente!<br />
Qualquer pai que comprove que a escola estÃ¡, em desacordo com o artigo 122 e em desacordo com o que prescrevem especialistas em psiquiatria, promovendo, de certa forma, o &#8220;Efeito Werther&#8221; pode acionar a justiÃ§a.</p>
<p>Portanto, colegas, falemos DA VIDA E DO MELHOR QUE ELA TEM! O melhor da vida na MatemÃ¡tica, o melhor da vida na Biologia, o melhor da vida na Filosofia, o melhor da vida na Literatura e isso em todos os componentes curriculares.</p>
<p>Ã‰ com luz que combatemos as trevas e nÃ£o com mais trevas.</p>
<p>Ã‰ o melhor que podemos fazer e Ã© o que sabemos fazer de melhor! Conhecimento Ã© luz e luz Ã© vida!</p>
<p>Deixo claro: NÃƒO SOU CONTRA INFORMAÃ‡ÃƒO, mas informaÃ§Ã£o nÃ£o Ã© conhecimento e o que estÃ¡ ocorrendo jÃ¡ extrapolou os limites legais e saudÃ¡veis da questÃ£o. A adolescÃªncia Ã© uma fase de experimentaÃ§Ã£o e, depois de tanta PROPAGANDA travestida de &#8220;informaÃ§Ã£o&#8221; ou de &#8220;boa intenÃ§Ã£o&#8221;, nÃ£o podemos calcular os danos vindouros de tanto SENSACIONALISMO.</p>
<p>Portanto, vamos nos desligar de noticiÃ¡rios SENSACIONALISTAS, de programas APELATIVOS ou de qualquer mÃ­dia que, ignorando o CÃ³digo Penal brasileiro e a recomendaÃ§Ã£o de especialistas, atentem contra a seguranÃ§a de nossos amados jovens.</p>
<p>A VIDA Ã‰ BELA E VIVER SEMPRE VALE A PENA!</p>
<p>ISSO Ã‰ O QUE DEVE SER PROPAGANDEADO EM CADA AULA, EM CADA ATIVIDADE, E EM TODAS AS ESQUINAS DESTA VIDA!</p>
<p>E, AO DOBRARMOS CADA ESQUINA, SEMPRE NOS DEPARAREMOS COM MAIS UMA BELA AVENIDA E OUTRA E OUTRA&#8230;</p>
<p>SEMPRE PARA CIMA!</p>
<p>SEMPRE IREMOS NOS RECOMPOR PARA COMPOR O ESPETÃCULO DA VIDA!</p>
<p>DESISTIR: NUNCA!</p>
<p>Um fraternal abraÃ§o a todos!</p>
<p>Prof. Robson Lima<br />
<iframe width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/t1prBD1mDOk?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
REFERÃŠNCIAS:<br />
BRASIL. CÃ³digo Penal. In: Vade Mecum. 9. ed. SÃ£o Paulo: Saraiva, 2010.<br />
BUCCI, EugÃªnio. Sobre Ã©tica e imprensa. SÃ£o Paulo: Companhia das Letras, 2000.<br />
DURKHEIM, Ã‰. : O suicÃ­dio, estudo de sociologia. TraduÃ§Ã£o Monica Statel. SÃ£o Paulo: Martins Fontes, 2000.<br />
GOETHE, Johann Wolfgang. Os sofrimentos de Werther. TraduÃ§Ã£o Ary de Mesquita. Rio de Janeiro: Ediouro.<br />
KALINA, E. e KOVADLOFF, S. As cerimÃ´nias da destruiÃ§Ã£o. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves S/A, 1984.<br />
SAMPAIO, D. : NinguÃ©m morre sozinho, o adolescente e o suicÃ­dio. Lisboa, 1993, 13Âª. ed. 2002.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>DEPOIMENTOS SOBRE UM ENCONTRO MARAVILHOSO!</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/11/11/depoimentos-sobre-um-encontro-maravilhoso/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2016 02:58:56 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[REUNIÃƒO COM PAIS, PROFESSORES E ALUNOS!!! UAAAU]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://comecinho.com.br/ver/encontro-pais-e-professores" target="_blank">REUNIÃƒO COM PAIS, PROFESSORES E ALUNOS!!! UAAAU</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>TODO O PROFESSOR DEVERIA SER REGENTE</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/07/05/todo-o-professor-deveria-ser-regente/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2016 15:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ã‰ muito comum em todo o paÃ­s o trabalho com professores regentes. Geralmente professores regentesÂ sÃ£o aqueles professores responsÃ¡veis por determinadas turmas. Isso ajuda o trabalho da coordenaÃ§Ã£o e torna as devolutivas da escola mais rÃ¡pidas. Mas neste artigo eu nÃ£o quero falar deste tipo de regÃªncia. Quero falar na regÃªncia de uma orquestra. O Maestro [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ã‰ muito comum em todo o paÃ­s o trabalho com professores regentes. Geralmente professores regentesÂ sÃ£o aqueles professores responsÃ¡veis por determinadas turmas. Isso ajuda o trabalho da coordenaÃ§Ã£o e torna as devolutivas da escola mais rÃ¡pidas. Mas neste artigo eu nÃ£o quero falar deste tipo de regÃªncia. Quero falar na regÃªncia de uma orquestra.</p>
<p>O Maestro (mestre) regente de uma orquestra sabe exatamente o que cada instrumento pode dar para que o espetÃ¡culo aconteÃ§a. Violinos sÃ£o instrumentos de madeira e corda, eles tÃªm um timbre prÃ³prio que nÃ£o pode ser comparado aÂ uma trompa que Ã© feita de metal e tem outro timbre, o mesmo acontece com um piano que tem um timbre prÃ³prio e momentos especÃ­ficos para soar em uma sinfonia. Embora muitas vezes toquem as mesmas notas, cada instrumento Ã© singular e precisa ter a sua singularidade respeitada para que nada atrapalhe o andamento da sinfonia.</p>
<p>A aula Â Ã© a sinfonia.Â Todos os seus movimentos devem propiciar o prazer em aprender. Cada aluno Ã© um instrumento que deve ser respeitado em sua individualidade e singularidade, mas precisa ser chamado a soar. Em uma orquestra nenhum instrumento fica mudo o tempo todo. Na sala de aula a recÃ­proca Ã© verdadeira. O professor precisa tocar cada aluno para que ele soe na hora certa e faÃ§a parte da Grande Sinfonia que deve ser uma aula.</p>
<p>Outra questÃ£o importante: um maestro nunca para diante dos mÃºsicos e pergunta &#8220;Onde nÃ³s paramos?&#8221;. Da mesma forma nenhum mestre deve parar diante da turma e perguntar: &#8220;Em que pÃ¡gina do livro nos paramos?&#8221; Isso Ã© um desrespeito para com os mÃºsicos, digo, alunos. Reger uma turma durante a Sinfonia de uma Aula Ã© saber cada ponto da partitura do currÃ­culo e encontrar a melhor forma de fazer com que este currÃ­culo soe serenata.</p>
<p>HÃ¡ muitas formas de se preparar professores Regentes de Aulas Sinfonias. NÃ£o Ã© um trabalho fÃ¡cil, mas basta a escola abrir seus ouvidos ao universo sonoro do Aprender a Ensinar. Investir na formaÃ§Ã£o de Maestros Regentes de Aulas Sinfonias Ã© investir na melhoria do clima organizacional, fidelizaÃ§Ã£o de alunos, campanhas de matrÃ­culas, autoestima de professores, alunos e resultados comprovados.</p>
<p>Divido com os leitoresÂ o Segundo Movimento do Concerto nÂº21 para Piano e Orquestra de Wolfgang Amadeus Mozart. Reparem na RegÃªncia do Maestro Manfred HonneckÂ e no Ãªxtase da pianistaÂ Yeol Eum Son. O final Ã© surpreendente&#8230;Â Ela sente a mÃºsica da vida pulsando sob a RegÃªncia do Maestro e quando a mÃºsicaÂ terminaÂ o deleite continua. Assim deve ser uma aula: umÂ deleite que vÃ¡ muito alÃ©m da sala de aula.</p>
<p>Um abraÃ§o musicado!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/7-S0Ip9Wun4?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>LITERATURA OBRA DE ARTE : RESPONSABILIDADE DA ESCOLA!</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/05/19/literatura-obra-de-arte-responsabilidade-da-escola/</link>
		<comments>http://professorrobson.com.br/2016/05/19/literatura-obra-de-arte-responsabilidade-da-escola/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 May 2016 13:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[MatÃ©ria publicada revela que a autora Kefera empata com Machado em lista de autores mais lidos. NÃ£o Ã© de hoje que a escola vem apanhando dos &#8220;Best Sellers&#8221;. O problema Ã© que a escola insiste em adotar para o Ensino Fundamental II livros para agradar ou despertar o &#8220;gosto pela leitura&#8221; dos alunos, quando o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>MatÃ©ria publicada revela que a autora Kefera empata com Machado em lista de autores mais lidos.</p>
<p>NÃ£o Ã© de hoje que a escola vem apanhando dos &#8220;Best Sellers&#8221;. O problema Ã© que a escola insiste em adotar para o Ensino Fundamental II livros para agradar ou despertar o &#8220;gosto pela leitura&#8221; dos alunos, quando o intuito nÃ£o Ã© ensinar a gostar, mas ensinar a ler! O gosto decorre das mÃºltiplas experiÃªncias literÃ¡rias e das mÃºltiplas formasÂ de ler. Eu preciso, primeiro, aprender a dirigir um carro para, depois, saber se eu gosto de dirigir.</p>
<p>Quando estes alunos vÃ£o para o Ensino MÃ©dio, muitas vezes iludidos de que a literatura Ã© sÃ³ prazer, eles se deparam com obras clÃ¡ssicas. Ou seja, o aluno sai da canjinha de galinha para cair, totalmente despreparado, em uma feijoada completa. Resultado: INDIGESTÃƒO LITERÃRIA!</p>
<p>Parece que hÃ¡ uma total falta de sintonia entre o Ensino Fundamental e o Ensino MÃ©dio. Diria um abismo. Se a escola sabe que no Ensino MÃ©dio os livros exigidos sÃ£o obras de arte, Ã© preciso acostumar os alunos a este tipo de texto desde o sexto ano. Isso, sim, seria um projeto de formaÃ§Ã£o continuada de leitores de textos literÃ¡rios, ano apÃ³s ano.</p>
<p>NÃ£o estou propondo &#8220;O Grande SertÃ£o Veredas&#8221; de GuimarÃ£es Rosa para uma crianÃ§a do sexto ano, mas hÃ¡ excelentes livros obras de arte como &#8220;O Pequeno PrÃ­ncipe&#8221; de Saint-ExupÃ©ry, por exemplo. Ã‰ preciso elaborar uma lista dourada de obras de arte e estudar com os professores, livro a livro, para que os alunos conheÃ§am este tipo de escrita, do contrÃ¡rio eles sÃ³ terÃ£o condiÃ§Ãµes de ler autoajuda ou entretenimento.</p>
<p>Os alunos podem ler autoajuda e entretenimento sem o auxÃ­lio da escola, pois estes livros sÃ£o autoexplicativos. Agora, literatura obra de arte, nÃ£o! Ã‰ preciso um trabalho sistemÃ¡tico, bimestre a bimestre e ano a ano para que o aluno esteja pronto para os famosos &#8220;ClÃ¡ssicos&#8221; do Ensino MÃ©dio.</p>
<p>NÃ£o tenho nada contra a literatura de autoajuda ou entretenimento. Elas sÃ£o divertidas e prazerosas. Acontece que tudo isso pode ser recomendado e lido fora da escola. Alguns podem dizer: a escola precisa se modernizar, trazer para a sala de aula as coisas que os alunos querem ler. Bem, modernizar nem sempre significa inovar e querer nÃ£o significa saber. Eu posso modernizar um apartamento sem inovar, pois eu nÃ£o sei como fazer.</p>
<p>InovaÃ§Ã£o requer coragem, criatividade, ousadia, professores preparados, uma lista Ã¡urea de bons livros bimestre a bimestre, ano a ano, um caminho pedagÃ³gico/metodolÃ³gico claro e bem definido. Repare que, na reportagem abaixo, Machado sÃ³ aparece empatado com a autora KÃ©fera porque ele geralmente Ã© obrigatÃ³rio no Ensino MÃ©dio, do contrÃ¡rio, KÃ©fera reinaria solitÃ¡ria no pÃ³dio.</p>
<p>Passear pelo Cosme Velho com o &#8220;bruxo&#8221; Machado de Assis, atravessar a vida com GuimarÃ£es Rosa, apesar dos &#8220;SertÃµes&#8221; de Euclides da Cunha Ã© algo que leva muito mais do que &#8220;Cinco Minutos&#8221; de JosÃ© de Alencar, mas Ã© uma &#8220;PaulicÃ©ia Desvairada&#8221; de MÃ¡rio de Andrade que nos leva Ã  procura do nosso verdadeiro &#8220;Eu&#8221; de Augusto dos Anjos. AmÃ©m!</p>
<p>Um abraÃ§o literÃ¡rio e literal,</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p>Leia a reportagem clicando no Ã­cone abaixo:</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/educacao/noticia/kefera-empata-com-machado-em-lista-de-autores-diz-pesquisa.ghtml">KÃ©fera empata com Machado em lista de autores, diz pesquisa.</a></p>
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		<title>&#8220;A VIDA Ã‰ SUA, ESTRAGUE-A COMO QUISER!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2016 16:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra provocaÃ§Ã£o deriva do latim (provocatio), correlata de provocare e significa â€œdesafiarâ€. A palavra Ã© formada por â€œproâ€ â€“ Ã  frente + â€œvocareâ€ â€“ chamar. Sendo assim, provocar Ã© chamar alguÃ©m ou algo Ã  nossa frente, encarar, desafiar. A vida Ã© a nossa maior provocadora. Ela sempre nos chama Ã  frente e nos desafia, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra provocaÃ§Ã£o deriva do latim (provocatio), correlata de provocare e significa â€œdesafiarâ€. A palavra Ã© formada por â€œproâ€ â€“ Ã  frente + â€œvocareâ€ â€“ chamar. Sendo assim, provocar Ã© chamar alguÃ©m ou algo Ã  nossa frente, encarar, desafiar.</p>
<p>A vida Ã© a nossa maior provocadora. Ela sempre nos chama Ã  frente e nos desafia, nos encara e pergunta: o que Ã© a vida, oh vivente? As respostas sÃ£o variadas, das mais vulgares Ã s mais brilhantes e filosÃ³ficas, porÃ©m a vida Ã© a mesma, no mesmo tempo, para todos. Uma ampulheta ambulo que nos empurra a todos rumo ao fim da seringa, coringa da vida.</p>
<p>O tijolo pergunta ao pedreiro: o que Ã© a vida? E o pedreiro, assentando cada tijolo, responde que a vida Ã© construÃ§Ã£o.</p>
<p>O som pergunta ao maestro: o que Ã© a vida? O maestro, lendo a partitura, responde que a vida Ã© mÃºsica.</p>
<p>A cena pergunta ao ator: o que Ã© a vida? E o ator, cheio de talco, responde que a vida Ã© o palco.</p>
<p>A madeira pergunta ao escultor: o que Ã© a vida? E o escultor, suado de remover, responde que a vida Ã© uma forma de viver.</p>
<p>A poesia pergunta ao poeta: o que Ã© a vida? E o poeta responde que a vida Ã© o terror diante de uma pÃ¡gina em branco, mesmo que seja um guardanapo de papel um bar qualquer. A pÃ¡gina em branco Ã© a maior provocadora de um poeta.</p>
<p>Sim, a vida nos provoca&#8230; Ai de mim, ai de mim se eu nÃ£o for provocado, chamado a desafiar a vida e colocar-me Ã  frente dela! A vida despreza quem nÃ£o a provoca. Lembremo-nos de Prometeu â€“ do grego Î ÏÎ¿Î¼Î·Î¸ÎµÏÏ‚ â€“ aquele que antevÃª â€“ ele enfrentou Zeus e trouxe o fogo aos homens. Fiat Lux! O castigo do provocador Prometeu foi Ã¡rduo, mas ele anteviu que a sua provocaÃ§Ã£o seria eterna.</p>
<p>AntÃ´nio Abujamra era um provocador. Provocou no teatro, no cinema, nas novelas, nas suas interpretaÃ§Ãµes de belos textos e Ã¡cidos poemas. AntÃ´nio provocava a monÃ³tona televisÃ£o brasileira. Provocava os mornos programas de entrevistas como o de JÃ´ Soares.</p>
<p>Abujamra era mestre em provocaÃ§Ãµes. Mestre em desconcertos. Mestre. HÃ¡ uma frase libertadora e provocativa que ele dizia a seu filho AndrÃ©, desde pequeno, e a muitos de seus entrevistados: â€œA vida Ã© sua, estrague-a como quiser!â€ Essa frase Ã© de uma liberdade tÃ£o pungente que nos remete imediatamente Ã  responsabilidade. Em outras palavras, sou tÃ£o livre que preciso cuidar de mim para que eu nÃ£o me estrague.</p>
<p>Esta frase de eloquente autonomia deveria ser talhada diante de todas as escolas. Cada aluno que adentrasse os portÃµes de uma escola, seria obrigado a ler: â€œA vida Ã© sua, estrague-a como quiser!â€. Quem sabe, assim, os jovens ouvissem mais seus mestres para que, cheios de liberdade, descobrissem, no conhecimento, os seus limites, de modo a nÃ£o estragarem a sua vida por completo.</p>
<p>Ah, AntÃ´nio Abujamra, seu ateu miserÃ¡vel! Aposto que, agora, vocÃª deve estar cercado por anjinhos com cÃ­taras dissonantes e asinhas emplumadas, todos lhe provocando eternamente com a pergunta Prometeu: â€œAntÃ´nio, o que Ã© a vida?â€.</p>
<p>Minha homenagem a um grande provocador, um grande homem e intelectual que dedicou sua vida a descobrir, por meio da arte e da filosofia, em que consistia a vida.</p>
<p>Presenteio meus leitores com um trecho emocionante no qual o provocador AntÃ´nio Abujamra convida seu filho AndrÃ© Abujamra para provocÃ¡-lo. NÃ£o deixem de ouvir o poema de Manuel de Barros, declamado por AntÃ´nio Abujamra ao final do vÃ­deo. Encaixe perfeito!</p>
<p>Aproveito para provocar vocÃªs, meus leitores: considerando tudo o que vocÃª viveu atÃ© hoje, para vocÃª, o que Ã© a vida? Podem escrever em forma de comentÃ¡rio embaixo da postagem.</p>
<p>Um abraÃ§o!</p>
<p>Provocador e Professor Robson Lima</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Clme1KuslaE?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>LEITURA EM MOVIMENTO: DA LETRA AO LETRAMENTO</title>
		<link>http://professorrobson.com.br/2016/04/26/leitura-em-movimento-da-letra-ao-letramento-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2016 12:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[Promover a competÃªncia leitora dos alunos da EducaÃ§Ã£o BÃ¡sica, aumentar o IDEB de estados e municÃ­pios, bem como aumentar a chance dos estudantes cursarem o Ensino Superior Ã© o desafio de cada escola e de cada profissional da educaÃ§Ã£o. A grande e irrefutÃ¡vel questÃ£o Ã© que esse desafio passa, necessariamente, pelo aprimoramento da leitura. NÃ£o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Promover a competÃªncia leitora dos alunos da EducaÃ§Ã£o BÃ¡sica, aumentar o IDEB de estados e municÃ­pios, bem como aumentar a chance dos estudantes cursarem o Ensino Superior Ã© o desafio de cada escola e de cada profissional da educaÃ§Ã£o. A grande e irrefutÃ¡vel questÃ£o<br />
Ã© que esse desafio passa, necessariamente, pelo aprimoramento da leitura. NÃ£o hÃ¡ sucesso na educaÃ§Ã£o pÃºblica e privada sem que a leitura seja colocada em primeiro plano. Quando escrevi este livro eu jÃ¡ estava convicto de que aÂ leitura nÃ£o pode ser pano de fundo para o trabalho com os conteÃºdos curriculares, mas deve ser o foco principal do trabalho docente.<br />
QuestÃµes fundamentais como letra cursiva, o leitor no texto e tÃ©cnicas de letramento por meio de letras de canÃ§Ã£o serÃ£o abordadas neste livro de forma clara e precisa, de modo que o professor possa colocar em prÃ¡tica tudo o que Ã© sugerido em cada um dos artigos. Outro diferencial deste livro Ã© o tom dialÃ³gico, como se o autor se sentasse com o leitor para conversar sobre leitura e letramento. Um tomÂ que sÃ³ atinge quem estÃ¡ acostumado a conversar sobre educaÃ§Ã£o.<br />
O livro tambÃ©m traz uma vasta referÃªncia bibliogrÃ¡fica, alÃ©m de sugestÃµes de vÃ­deos para reflexÃ£o em sala de aula e em reuniÃµes pedagÃ³gicas. Todos os vÃ­deos foram escolhidos criteriosamente e todos constam na fanpageÂ do livro, para que o professor possa efetivamente utilizÃ¡-los em sua aula sem ter que recorrer Ã s locadoras de filmes,o que, como se sabe, toma tempo na preparaÃ§Ã£o deÂ uma aula. O presente material traz anÃ¡lise semiÃ³tica de clipes de mÃºsicas para ampliar o pluriverso de leitura dos estudantes.<br />
Este livro foi feito para ser lido, degustado e colocado em prÃ¡tica, nÃ£o para ficar inerte em uma biblioteca. Um livro sÃ³ ganha vida nas mÃ£os de um leitor e, se esse leitor for um professor, aÃ­ a vida do livro Ã© multiplicada por dezenas de olhos Ã¡vidos para descobrir o mundo por meio da leitura.<br />
Para ampliar as discussÃµes, acessar os vÃ­deos sugeridos em cada artigo e promover a troca de ideias entre professores, basta curtir a fanpage:www.facebook.com/daletraaoletramento<br />
Sejam bem-vindos a um floreio de Letras e Letramento!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p><a href="http://professorrobson.com.br/wp-content/uploads/2016/04/LETRA-AO-LETRAMENTO.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-308" src="http://professorrobson.com.br/wp-content/uploads/2016/04/LETRA-AO-LETRAMENTO-300x225.jpg" alt="LETRA AO LETRAMENTO" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>REPROVAÃ‡ÃƒO NÃƒO Ã‰ A SOLUÃ‡ÃƒO!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2016 15:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns municÃ­pios, para agradarem a eleitores pobres, leigos em EducaÃ§Ã£o, que pensam que reprovaÃ§Ã£o Ã© sÃ­mbolo de escola â€œforteâ€ e para saciarem o apetite de uma classe mÃ©dia, leiga em EducaÃ§Ã£o, e que pensa que reprovaÃ§Ã£o Ã© sÃ­mbolo de escola â€œforteâ€, cujos filhos estÃ£o em escolas particulares, uma classe que adora dar &#8220;pitacos&#8221; na educaÃ§Ã£o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns municÃ­pios, para agradarem a eleitores pobres, leigos em EducaÃ§Ã£o, que pensam que reprovaÃ§Ã£o Ã© sÃ­mbolo de escola â€œforteâ€ e para saciarem o apetite de uma classe mÃ©dia, leiga em EducaÃ§Ã£o, e que pensa que reprovaÃ§Ã£o Ã© sÃ­mbolo de escola â€œforteâ€, cujos filhos estÃ£o em escolas particulares, uma classe que adora dar &#8220;pitacos&#8221; na educaÃ§Ã£o pÃºblica, pois, afinal, pagam seus impostos, como se pobres tambÃ©m nÃ£o pagassem impostos, estÃ£o, Ã s vÃ©speras de ano eleitoral, acabando com a ProgressÃ£o Continuada, utilizando, para isso, a velha e nada acadÃªmica desculpa de que reprovaÃ§Ã£o Ã© sinÃ´nimo de qualidade na educaÃ§Ã£o.</p>
<p>NÃ£o citarei aqui o nome de nenhum municÃ­pio ou prefeito. Farei tÃ£o somente uma breve reflexÃ£o para que meus colegas, professores, possam dimensionar o tamanho do estrago. Admoesto que as reflexÃµes aqui feitas referem-se tÃ£o somente ao Ensino Fundamental I.</p>
<p>Reprovar uma crianÃ§a de atÃ© 10 anos estÃ¡ prÃ³ximo Ã s prÃ¡ticas manicomiais do sÃ©culo XIX, quando se acreditava que, utilizando choques e lobotomia, o paciente, quase vegetativo, melhoraria.</p>
<p>Ora, o currÃ­culo escolar aplicado em sala de aula data do sÃ©culo XIX. Alguns conteÃºdos como letra cursiva, separe em sÃ­labas, diferenÃ§a entre G e J, dÃª o antÃ´nimo, dÃª o feminino/masculino, etc. foram estudados por JosÃ© de Alencar!</p>
<p>Meu Deus, como aplicar um currÃ­culo do sÃ©culo XIX, cheirando a pena e tinteiro a uma crianÃ§a do sÃ©culo XXI, cheirando a cristal lÃ­quido? SÃ³ a aplicaÃ§Ã£o sistÃªmica de um currÃ­culo extemporÃ¢neo jÃ¡ Ã© uma lobotomia.</p>
<p>Agora, se a crianÃ§a do sÃ©culo XXI se recusar a aprender coisas do sÃ©culo XIX, quase do mesmo modo como se ensinava no sÃ©culo XIX, e a caligrafia nÃ£o me deixa mentir, esta crianÃ§a tem que reprovar?</p>
<p>Bem, partamos do pressuposto de que toda a crianÃ§a aprende atÃ© mesmo sozinha. Se nÃ£o aprende, temos duas possibilidades a considerar:<br />
a) a crianÃ§a tem algum dÃ©ficit de atenÃ§Ã£o ou outro problema cognitivo.<br />
b) o currÃ­culo da escola estÃ¡ ultrapassado e os professores nÃ£o se deram conta disso.</p>
<p>Consideremos a possibilidade A.</p>
<p>Se a crianÃ§a tem dificuldade em aprender, ela deve ser encaminhada a uma psicopedagoga e fazer um trabalho que una a especialista, a famÃ­lia e a escola. Quanto antes a escola detectar a dificuldade da crianÃ§a, melhor para o seu tratamento. Sendo assim, nÃ£o podemos reprovar uma crianÃ§a em tratamento! Isso Ã© demissÃ£o mediante atestado!</p>
<p>Para melhor detectar questÃµes deste tipo a escola precisa realmente OLHAR para a crianÃ§a. Ter um olhar atento ao seu desenvolvimento diÃ¡rio. Ã‰ um trabalho conjunto entre professores, coordenaÃ§Ã£o, orientaÃ§Ã£o, direÃ§Ã£o e famÃ­lia. Feito este trabalho, a crianÃ§a comeÃ§a a se desenvolver, afinal ela tem 5 anos para isso.<br />
&#8211; Isso o quÃª?<br />
&#8211; Ler e escrever.<br />
&#8211; Mas e o resto?<br />
&#8211; O resto fica a cargo do Ensino Fundamental II que precisa de crianÃ§as que leiam e escrevam muito bem para poder ministrar seus conteÃºdos.</p>
<p>Consideremos a possibilidade B</p>
<p>Neste caso, o problema nÃ£o estÃ¡ com a crianÃ§a, mas com o sistema educacional. O municÃ­pio precisa atualizar seus componentes curriculares e jogar as velhas prÃ¡ticas do sÃ©culo XIX na fogueira nada branda da banda larga.</p>
<p>EntÃ£o quer dizer que pelo simples fato de uma crianÃ§a se recusar a aprender como JosÃ© de Alencar aprendia ela deve ser reprovada? Por favor&#8230;</p>
<p>Quando um paciente vai a um mÃ©dico queixando-se de dor, o mÃ©dico nÃ£o reprova o paciente. O mÃ©dico o trata. Imaginem um mÃ©dico olhar para o seu paciente e dizer:<br />
&#8211; O quÃª? Desvio de coluna? VocÃª estÃ¡ reprovado. Volte daqui a um ano com esta coluna melhor ou eu lhe reprovo novamente! Ã‰ isso o que a escola faz: a culpa de o aluno nÃ£o aprender Ã© do paciente, quer dizer, do aluno.</p>
<p>Assim como um bom mÃ©dico, a escola precisa AUSCUTAR as dificuldades do aluno e tratÃ¡-la. Reprovar crianÃ§as Ã© um atestado de incompetÃªncia da escola. E eu nÃ£o estou falando em culpa do professor ou da escola. Culpa Ã© coisa para Rivotril. Estou falando tÃ£o somente em responsabilidade.</p>
<p>Se a moda dÃ©modÃ© da reprovaÃ§Ã£o de crianÃ§as â€œpegarâ€, estaremos formando uma subclasse na escola : os repetentes. Os repetentes nÃ£o sÃ£o professores, nÃ£o sÃ£o alunos, pois nÃ£o avanÃ§am para a sÃ©rie seguinte, nÃ£o sÃ£o coordenadores, nÃ£o sÃ£o diretores, nÃ£o sÃ£o merendeiros, nÃ£o sÃ£o funcionÃ¡rios. SÃ£o tÃ£o somente REPETENTES.</p>
<p>Eu nÃ£o estou sendo nada paternalista, apenas quero refletir a respeito do impacto desta volta ao sÃ©culo XIX. Se a retirada da PromoÃ§Ã£o Continuada for um sinal do avanÃ§o na qualidade da educaÃ§Ã£o, ela tem a minha aprovaÃ§Ã£o, pois com a qualidade do ensino elevada os alunos nÃ£o reprovarÃ£o mesmo.</p>
<p>Mas se a retirada da PromoÃ§Ã£o Continuada for uma estratÃ©gia para punir crianÃ§as no intuito de encobrir o fracasso do sistema educacional e de seu currÃ­culo empoeirado, aÃ­ eu, como um professor clÃ­nico que trata seus pacientes, digo, alunos, sou totalmente contra.</p>
<p>Viva a EducaÃ§Ã£o de qualidade!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/LbpzuImgcpw?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: PERTO DO CÃ‰U, LONGE DA SALA DE AULA.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 15:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EducaÃ§Ã£o]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que eu tinha uma boa expectativa em relaÃ§Ã£o Ã  elaboraÃ§Ã£o da Base Nacional Comum Curricular (BNC). Na minha ingenuidade e credulidade eu achei que o MinistÃ©rio da EducaÃ§Ã£o iria visitar escolas pÃºblicas e privadas de todo o paÃ­s para mapear o que e como se ensina em todas as Ãreas do Conhecimento e em [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que eu tinha uma boa expectativa em relaÃ§Ã£o Ã  elaboraÃ§Ã£o da Base Nacional Comum Curricular (BNC). Na minha ingenuidade e credulidade eu achei que o MinistÃ©rio da EducaÃ§Ã£o iria visitar escolas pÃºblicas e privadas de todo o paÃ­s para mapear o que e como se ensina em todas as Ãreas do Conhecimento e em todos os segmentos da EducaÃ§Ã£o BÃ¡sica.</p>
<p>Depois achei que os coordenadores e elaboradores da BNC iriam conversar com professores, coordenadores e diretores de todo o paÃ­s para saberem qual Ã© o currÃ­culo de fato e por excelÃªncia que realmente Ã© aplicado em sala de aula ano a ano, dia a dia.</p>
<p>Pensei que apÃ³s esta longa pesquisa e essa demorada, democrÃ¡tica e factual conversa com educadores de todos os Estados brasileiros, juntamente com especialistas de cada Ãrea do Conhecimento, elaborariam, a partir do que realmente Ã© trabalhado em sala de aula, uma base curricular comum a todo o paÃ­s.</p>
<p>Nesta base, por mim sonhada, haveria ano a ano, bimestre a bimestre, uma relaÃ§Ã£o clara, translÃºcida e prÃ¡tica dos conteÃºdos (componentes curriculares) a serem efetivamente trabalhados com os alunos e, para cada conteÃºdo, um parÃ¢metro metodolÃ³gico de como este conteÃºdo deveria ser trabalhado e uma explicaÃ§Ã£o clara do porquÃª ele Ã© necessÃ¡rio naquele ano.</p>
<p>Uau! Finalmente afinarÃ­amos a dissonante sinfonia entre a sala de aula, o MEC e a academia. Tendo claros os conteÃºdos ano a ano, bimestre a bimestre, o porquÃª de serem trabalhados em determinado ano e o como se deve trabalhar cada conteÃºdo, os professores, com sua experiÃªncia de sala de aula e seu conhecimento acadÃªmico, trilhariam com muita seguranÃ§a o caminho que levaria o seu aluno Ã  cidadania e Ã  universidade.</p>
<p>Finalmente, com muita ansiedade, eu li o documento da Base Nacional Comum Curricular que jÃ¡ circula MEC a fora. Li uma, duas, trÃªs vezes. Como eu achei que eu nÃ£o o havia compreendido, fiz como na universidade e elaborei um fichamento da Ãrea de Linguagens. Adivinhem qual foi a minha surpresa? Para a minha tristeza eu havia entendido o documento na primeira leitura.</p>
<p>Colegas, trata-se de mais um documento nefelibata, muito distante da sala de aula. AtÃ© fizeram uma distribuiÃ§Ã£o de conteÃºdos em grade, ano a ano, mas puro engano. O que a BNC considera componente curricular nesta grade estÃ¡ longe do que realmente se faz em sala de aula. Para vocÃªs terem uma idÃ©ia, limaram a gramÃ¡tica do Fundamental I, o que eu achei maravilhoso, pois o principal conteÃºdo do EFI Ã© alfabetizaÃ§Ã£o e letramento. O engraÃ§ado Ã© que aproveitaram a lima e limaram toda a gramÃ¡tica do EFII e Ensino MÃ©dio. â€œEntÃ£o tÃ¡, nÃ©.â€</p>
<p>Em outras palavras, a BNC Ã© mais um documento de gaveta. Tem ideias interessantes, antigos blablablÃ¡s e muito PCN travestido em outras palavras, porÃ©m Ã© mais do mesmo. Nem mesmo referÃªncias bibliogrÃ¡ficas o documento apresenta. Ã‰ claro, sem novidades, sem referÃªncias.</p>
<p>Em uma parte do documento, hÃ¡ uma admoestaÃ§Ã£o de que alÃ©m do â€œsonho de Ãcaroâ€ listado nas grades, a escola deve complementar a BNC com o que achar necessÃ¡rio. Mas, bah! Se a base curricular Ã© para ser nacional, como assim a escola pode inserir o que quiser? Eu pergunto e eu mesmo respondo. Trocando em miÃºdos, continuem fazendo o que estÃ£o fazendo e, se der tempo para dar uma voada, siga a grade anexa.</p>
<p>A tÃ£o sonhada reforma curricular esbarra na falta de sala de aula aguda de que sofre o MinistÃ©rio da EducaÃ§Ã£o. NÃ£o falo que a culpa Ã© da Dilma, frase feita para qualquer situaÃ§Ã£o hoje em dia, na verdade o nosso currÃ­culo Ã© do sÃ©culo XIX. Todos os presidentes da RepÃºblica tÃªm culpa por deixarem o currÃ­culo nacional, base para toda a formaÃ§Ã£o escolar, de lado para trabalharem metodologias. Metodologia sem currÃ­culo Ã© o mesmo que um trem bala sem trilhos.</p>
<p>Ã‰ pela falta de seguros e bons trilhos que a EducaÃ§Ã£o brasileira segue com sua Maria FumaÃ§a, alimentada pela dedicaÃ§Ã£o e suor de professores que realmente sentem o chÃ£o da sala de aula e fazem dela o seu palco, diante de uma plateia ansiosa pelo futuro.</p>
<p>Bem, apreciem, debatam e formem sua opiniÃ£o. Desculpem se meu texto Ã© pessimista, mas eu juro que eu esperava muito, mas muito mais.</p>
<p>Ah, antes que eu me esqueÃ§a, imprimam as grades sugeridas pela BNC para a sÃ©rie com a qual trabalham e amanhÃ£ vÃ£o para a sala de aula, olhem para os olhos dos seus alunos e boa sorte!</p>
<p>Um abraÃ§o a todos!</p>
<p>Professor Robson Lima</p>
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