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BELEZA É FUNDAMENTAL!

É estranho como as pessoas insistem em dizer que a beleza não importa. É claro que importa! Nós só nos movemos em direção ao que é belo. Desde a antiguidade o belo seduz a humanidade.

Agora, resta definir o que é beleza… Aí a coisa complica. O que é belo para mim pode não ser belo para você.

Geralmente nos apaixonamos pelo que é belo, mas só amamos o que é único. Há diversas belezas para nos apaixonar e nem todas elas precisam ser loiras de olhos azuis ou morenos de olhos verdes. Mas para amarmos precisamos achar algo único nessas belezas. Algo que nos “roube em silêncio”.

Há belezas discretas, silenciosas, que precisam ser descobertas nos seus mínimos detalhes. Isso leva tempo, toques, músicas, premissas e promessas. Precisamos de atenção, doação e o mínimo de senso estético, não corrompido pelo exercício do óbvio. Com o tempo, notamos que aquele detalhe, aquele “lance”, aquele “quê mal definido” nos PEGOU, “sem deixar nenhuma pista”, e tornou-se único: o amor.

O problema é que em nosso século não há tempo para os detalhes. Nos tornamos óbvios demais e agarramos o primeiro arquétipo que surge (loira de olhos azuis ou moreno de olhos verdes) e nos apaixonamos. É mais cômodo e socialmente mais aceitável.

Geralmente essa paixão não se torna amor… Amamos o que é único. Há muitas mulheres loiras de olhos azuis e muitos morenos de olhos verdes. Então, nos perdemos entre olhos, cabelos e formas e vamos colecionando pares e montando o nosso guarda-roupas de peles, olhos, cabelos, formas e ares…

E, como o amor é peça única, não combina com coleção. Daí vem o que chamamos: solidão.

não pense
que qualquer rostinho bonito
me conquista
prefiro quem me rouba
em silêncio
sem deixar
nenhuma pista

LIMA, Robson. Wintervalo. Curitiba/PR. Blanche, 2014, p.42

Para ler alguns poemas do livro basta curtir: f:  https://www.facebook.com/wintervalo

 

Um abraço a todos!